HISTÓRIA DO NAUTIMODELISMO A VELA NO BRASIL


A prática do nautimodelismo a vela, remonta a década de 50. Lamentávelmente as informações históricas são fragmentadas, poucos registros ( pode-se dizer, nenhum) sobre tais atividades foram arquivadas, na medida em que a época, o nautimodelismo a vela era, praticamente, considerado como um simples "hobby". Mas a história é bem clara e aponta no sentido de dois marcos, o primeiro: no ano de 1965, a inauguração na cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente no Aterro da Glória do primeiro tanque no Brasil destinado à prática do nautimodelismo em geral, o segundo: no ano de 1968, a inauguração na cidade de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, o segundo tanque designado à prática do nautimodelismo.

Entre os anos de 1960 e 1980 temos registros da fundação dos seguintes clubes:

CCMN - Clube Carioca de Modelismo Naval ( Rio de Janeiro);
CRM - Clube de Regatas de Modelos( Rio de Janeiro );
CJ - Clube dos Jagunços ( Rio de Janeiro );
CNM - Clube de Nautimodelismo Minuano ( Porto Alegre );
Atualmente chama-se AGVRC - Associação Gaúcha de Veleiros Rádio Controlados, é o mais antigo clube de nautimodelismo do Brasil em atividade.
CNSP - Clube dos Nautimodelistas de São Paulo;
CBM - Clube Brasiliense de Modelos ( Brasília );
APN - Associação Paulistana de Nautimodelismo ( São Paulo );
Teve seu nome modificado, por sua abrangência estadual e pela prática específica da vela rádio controlada, para APVRC - Associação Paulista de Veleiros Rádio Controlados.

No período 1960 a 1980 o evento mais importante foi a inauguração do Tanque de modelismo naval no aterro do Flamengo - Rio de Janeiro - RJ, bem como o encontro de cariocas e paulistas durante a inauguração do Modelódromo do Ibirapuera em 1968, onde São Paulo pode atestar o avanço técnico dos cariocas na modalidade vela, nesta época era ainda praticada com leme de vento o antecessor do rádio controle.

A partir de 1980, foi iniciado o período de maior desenvolvimento de nossa modalidade em âmbito nacional. No mês de maio deste mesmo ano, ocorreu uma regata que resgatou a merecida evidência, concedendo ao vela rádio controlada a devida conotação.

O acontecimento em causa foi a I REGATA ANUAL DE BRASÍLIA, (na cidade capital do Brasil) que reuniu velejadores de várias localidades do país, a saber: São Paulo, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, e de Brasília, onde a vela rádio controlada era praticada, até então de maneira isolada.
O encontro em Brasília, pode-se dizer, deu início a fase moderna da modalidade no Brasil, na medida em que a semente foi lançada germinou.
A partir de então, de forma ineterrupta, anualmente foram realizados Campeonatos Nacionais, mediante a utilização de veleiros rádio controlados da Classe "M" e da Classe "1 Metro".

O marco mais importante na história da vela rádio controlada brasileira, foi a criação em 1982 da U.B.V.-União Brasileira de Veleiros Rádio Controlados, que constitui-se na entidade maior da classe vela rádio controlada no Brasil, filiada a ISAF - Internatioanl Sailing Federation e a R.S.D. - Radio Sailig Division, outrora IYRU - Internationa Yacht Racing Union e MYRD - Model Yacht Racing Division e, a partir da instituição da U.L.Y. - Union Latinoamericana de Yates Rádio Controlados, vinculada também a essa, e que congrega todos os clubes e associações que desenvolvam a prática da vela rádio controlada em todo o continente Latino Americano.

É relevante destacar ainda a propósito de história da vela rádio controlada no Brasil, a evolução acontecida a partir de 1986, em decorrência da chegada ao País de barcos " importados " da Europa, barcos esses que participaram do Campeonato Mundial realizado na Inglaterra em 1996. Tal ocorrência, determinou o avanço tecnológico brasileiro, em casco, mastreação e velas, e a criação de projetos nacionais de altíssimo grau técnico, no que tange a desenho e construção.

Em 1993, ano em que oficialmente foi iniciada a presença em raias brasileiras, de veleiros monotipo da Classe 1 Metro/ULY, por ocasião da realização do primeiro campeonato brasileiro da classe.

É importante destacar, que os veleiros da Classe "M" em uso no Brasil, conquanto alguns ressaltantes de projetos brasileiros, em apreciável número, eram e ainda o são, originários de importações. Porém, no que se refere aos iates da Classe 1 Metro/ULY, somente veleiros de projeto nacional, projeto esse, inclusive aprovado pela U.L.Y - União Latinoamericana de Yates Rádio Controlados estão homologados a participarem de regatas, exigência essa que se consubstancia a fim de que não ocorra nenhuma vantagem por sofisticações de equipamentos, vez que todos os barcos são exatamente iguais, originários de moldes homologados, medidos e aprovados segundo o padrão estabelecido no projeto original; sendo assim, proibida a participação em regatas de iates não homologados pela ULY.

O ano de 1993 foi de importância relevante para a classe vela rádio controlada brasileira, Além de ver um projeto nacional ser aprovado e adotado oficialmente por uma Entidade Internacional, no caso a U.L.Y.- União Latinoamericana de Yates Rádio Controlados, obteve uma importante vitória, ao alcançar o objetivo há muito tempo buscado, qual seja o reconhecimento como esporte pela F.B.V.M.- Federação Brasileira de Vela e Motor na qualidade de um Departamento da Federação e, em razão desse acolhimento deixando de ser intitulado de nautimodelismo a vela e passando a denominar-se oficialmente de VELA RÁDIO CONTROLADA.


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